Vídeo mostra carregador rápido com os cabos aparentemente cortados e reacende debate sobre segurança da infraestrutura para carros elétricos no Brasil. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um empreendedor diante de uma estação de recarga rápida para v…
Vídeo mostra carregador rápido com os cabos aparentemente cortados e reacende debate sobre segurança da infraestrutura para carros elétricos no Brasil.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um empreendedor diante de uma estação de recarga rápida para veículos elétricos aparentemente vandalizada após o furto de seus cabos. Na gravação enviada ao EVblog, o equipamento permanece instalado, mas os cabos dos conectores aparecem cortados ou removidos.
A cena é acompanhada pela frase “Por que não dá certo?”, em referência às dificuldades enfrentadas por quem investe na expansão da infraestrutura de recarga no país.
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Pelas imagens, é possível identificar um equipamento destinado a carregamento veicular rápido, com dois pontos identificados como “Plugue 01” e “Plugue 02”. Os cabos, porém, não estão mais disponíveis para conexão aos veículos.
O vídeo, isoladamente, não permite confirmar onde e quando o episódio ocorreu, o valor do prejuízo ou a autoria do furto. Por isso, o caso deve ser tratado como um aparente furto de cabos, e não como roubo da estação inteira. É aquela pequena diferença entre manchete correta e transformar um vídeo de 30 segundos em investigação policial imaginária.
Furto de cabos já afeta eletropostos no Brasil
O problema mostrado no vídeo não é um caso completamente isolado. Em março de 2026, um eletroposto no bairro Hauer, em Curitiba, teve cabos de cobre furtados em duas ocasiões, segundo reportagem da Band. Câmeras de segurança registraram a ação dos suspeitos.
Em Salvador, outro episódio ganhou repercussão em junho, quando um motorista encontrou cabos de um carregador aparentemente cortados em uma concessionária. Na ocasião, a reportagem tratou o episódio como suposto furto porque as circunstâncias ainda não haviam sido oficialmente confirmadas.
Reportagem publicada pelo R7 em agosto também apontou que cabos de carregadores públicos vêm sendo visados por causa do cobre presente em sua composição, deixando estações inteiras indisponíveis mesmo quando apenas parte da instalação é levada.
Prejuízo vai além do cabo
Para o operador de um eletroposto, o dano não se limita ao valor do material furtado. Uma estação rápida fora de serviço pode representar perda de receita, necessidade de manutenção especializada e indisponibilidade justamente em um momento em que a frota de elétricos cresce e o Brasil ainda precisa ampliar sua rede pública de carregamento.
Para o motorista, o efeito aparece de forma ainda mais simples: o aplicativo pode indicar um carregador naquele endereço, mas, ao chegar, não existe conexão funcional disponível.
O episódio também levanta uma questão importante para novos eletropostos: sistemas de videomonitoramento, iluminação, telemetria, sensores de violação e projetos que dificultem a retirada dos cabos tendem a se tornar tão relevantes quanto potência, meio de pagamento e disponibilidade do carregador.
Veredito EVblog
O vídeo representa um problema que pode acompanhar a expansão da mobilidade elétrica brasileira: não basta instalar carregadores; é preciso manter a infraestrutura disponível e protegida.
A eletrificação depende de confiança. Se um motorista percorre quilômetros até um ponto de recarga e encontra os cabos cortados, o problema deixa de ser apenas do proprietário da estação e passa a afetar a percepção sobre toda a rede.
🔬 Metodologia e Fontes — como produzimos e verificamos este conteúdo
Fontes consultadas:
- Registro canônico EVblog (/dados-ev)
Forma de medição e critérios: comparativos usam sempre os mesmos campos (preço, autonomia, bateria, potência, consumo, recarga AC/DC) extraídos do registro canônico. Veja Como Testamos.
Última revisão: 4 de setembro de 2026.
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