Transparência editorial: os blocos de produto desta página são links de afiliado. Você não paga nada a mais e o EVblog recebe comissão pela compra. Preços lidos em 25 de outubro de 2026.
Em resumo
- Preço por kWh: R$ 1,20 a R$ 2,90, conforme rede, potência e região.
- Custo por 100 km: R$ 18 a R$ 44, contra R$ 12,75 em casa e R$ 52 na gasolina.
- Não existe preço único: o Brasil ainda não tem tarifa regulada para recarga pública; cada rede define o valor.
- Recarga grátis existe em shoppings, concessionárias e supermercados — mas costuma ser AC e limitada a 2 horas de permanência.
AC ou DC: a diferença que define o tempo
| Tipo | Potência | Tempo para 40 kWh | Onde se encontra |
|---|---|---|---|
| AC lenta | 7 kW | 6h20 (0 a 100%) | Shoppings, hotéis, estacionamentos |
| AC média | 11 kW | 4h00 | Condomínios e redes urbanas |
| AC rápida | 22 kW | 2h00 | Postos de rodovia com trifásico |
| DC 50 kW | 50 kW | 40 a 50 min (20 a 80%) | Rodovias e postos |
| DC 100 kW+ | 100 a 150 kW | 25 a 35 min (20 a 80%) | Corredores e grandes redes |
A conta de tempo em DC não é linear: acima de 80% o carro reduz a potência para proteger a bateria, e os últimos 20% podem levar tanto quanto os 60% anteriores. Em viagem, sair com 80% é mais rápido que esperar 100%.
Quanto custa, na prática
As redes brasileiras cobram por kWh, por minuto ou por sessão — e algumas combinam os três. Na prática, o valor final por kWh fica nesta faixa:
| Modalidade | Preço por kWh | 40 kWh (0 a 100%) | 100 km |
|---|---|---|---|
| Recarga gratuita (shopping) | R$ 0 | R$ 0 | R$ 0 |
| AC urbana | R$ 1,20 a R$ 1,60 | R$ 48 a R$ 64 | R$ 18 a R$ 24 |
| DC rodovia | R$ 1,80 a R$ 2,40 | R$ 72 a R$ 96 | R$ 27 a R$ 36 |
| DC premium / corredor | R$ 2,50 a R$ 2,90 | R$ 100 a R$ 116 | R$ 38 a R$ 44 |
| Tomada de casa (referência) | R$ 0,85 | R$ 34 | R$ 12,75 |
Além do kWh, muitas redes cobram taxa de ocupação depois que a carga termina: de R$ 0,50 a R$ 2,00 por minuto. Deixar o carro plugado enquanto você almoça pode custar mais que a própria energia.
Como pagar
Não existe um padrão único. Você vai encontrar quatro formas:
- Aplicativo da rede: cadastro com CPF, cartão ou Pix, e início da sessão pelo app. É o modelo mais comum e permite ver preço e disponibilidade antes de chegar.
- Cartão RFID: tag entregue pela rede ou pela montadora; encosta no leitor e a sessão começa.
- QR code no posto: abre uma página de pagamento no navegador, sem instalar app.
- Ativação pelo próprio carro: alguns modelos fazem o handshake e o pagamento é debitado na conta da montadora.
As redes mais presentes hoje são Tupiniquim, Zletric, Shell Recharge e as operadas por distribuidoras como EDP e CPFL, além de redes de concessionárias. Como cada uma tem app e preço próprios, quem viaja costuma manter três ou quatro aplicativos instalados e o PlugShare para achar pontos próximos.
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- Saia do ponto ao terminar. Em DC, a sessão depois de 80% demora e bloqueia a fila.
- Não deixe o carro dormindo na vaga. Além da taxa de ocupação, é o motivo mais comum de reclamação entre motoristas.
- Confira o conector antes de estacionar: Tipo 2 (AC), CCS2 (DC) e CHAdeMO (DC, em carros japoneses mais antigos). O Brasil usa CCS2 como padrão DC.
- Pague a sessão antes de sair: algumas redes só liberam o cabo após o encerramento no app.
- Em recarga gratuita, respeite o limite: duas horas é o padrão em shoppings; depois disso, o estacionamento cobra.
Vale a pena depender da rede pública?
Não para o dia a dia. A recarga pública custa de 1,5 a 3 vezes o preço do kWh residencial e consome tempo. Para quem não tem tomada na garagem, ela resolve — mas transforma um custo de R$ 0,13/km em algo entre R$ 0,18 e R$ 0,44/km.
Ainda assim, continua mais barata que gasolina (R$ 0,52/km) e faz sentido em três situações: viagem entre cidades, emergência e quem mora em prédio sem infraestrutura. Para esse último caso, o caminho é instalar carregador na vaga — as regras estão no guia de carregamento em condomínio.
Se o seu caso é reduzir o custo em casa, o guia de quanto o carro elétrico gasta de luz por mês mostra a conta completa e onde cortar.
Checklist para a primeira viagem
- Planeje as paradas com 20% de margem de autonomia e confira no app se o ponto está funcionando.
- Cadastre-se nas redes do trajeto antes de sair — cadastro no meio da estrada, sem sinal, é dor de cabeça.
- Leve o cartão RFID e o cabo portátil como plano B.
- Baixe o mapa offline e anote dois pontos alternativos por parada.
- Carregue até 80% na última parada rápida; os últimos 20% não valem o tempo.
Leia também
- Quanto um carro elétrico gasta de luz por mês — a mesma conta, mas na tomada de casa.
- Painel solar para carregar carro elétrico: quantas placas — a alternativa para baixar o custo por kWh.
- Planejador de rota com eletropostos — monta o trajeto com as paradas de recarga.
Perguntas frequentes
Quanto custa carregar um carro elétrico em eletroposto?
De R$ 1,20 a R$ 2,90 por kWh, dependendo da rede e da potência. Uma bateria de 40 kWh custa de R$ 48 a R$ 116 para encher do zero. Em corrente contínua o preço por kWh costuma ser maior que em AC.
É preciso pagar para usar carregador de shopping?
Muitos são gratuitos, geralmente em corrente alternada e com limite de duas horas. Os pontos rápidos (DC) em shoppings normalmente são pagos, porque a rede cobra pela energia e pela infraestrutura.
Como pago a recarga pública no Brasil?
Pelo aplicativo da rede (com cartão ou Pix), por cartão RFID, por QR code no posto ou, em alguns carros, pela ativação direta no veículo. Não há um padrão único — cada rede tem o seu.
Posso usar qualquer carregador público com qualquer carro?
Em AC, sim: o conector Tipo 2 é padrão no Brasil e atende todos os modelos vendidos aqui. Em DC, o padrão é CCS2; carros com CHAdeMO, como alguns japoneses mais antigos, precisam de ponto específico ou adaptador.
Quanto tempo leva uma recarga completa no eletroposto?
Em DC de 50 kW, cerca de 40 a 50 minutos de 20% a 80%. Em AC de 7 kW, mais de 6 horas. Por isso a recarga pública rápida é pensada para completar a viagem, não para o uso diário.
Fontes e data de verificação
- Faixas de preço por kWh observadas em redes de recarga pública no Brasil e reportadas em levantamentos de 2026 — o valor varia por rede, região e potência.
- Cálculos do EVblog: 40 kWh × preço/kWh; 15 kWh/100 km de consumo de referência.
- Tarifa residencial de R$ 0,85/kWh — referência média nacional em agosto de 2026.
- Padrões de conector: Tipo 2 (IEC 62196) em AC e CCS2 em DC, padrão adotado no mercado brasileiro.
Última verificação: 25 de outubro de 2026. Preços de recarga pública mudam com frequência — confirme no app da rede antes de viajar.
